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SHIATSU I NÍVEL
O Shiatsu é uma técnica japonesa do século
passado, que consiste de pressões aplicadas em todo o corpo,
utilizando os polegares, a palma das mãos, os cotovelos,
os joelhos etc. No I nível são ensinadas três
sequências: a) o trabalho na face, cabeça e pescoço;
b) o Ampuku, técnica profunda praticada no abdômen,
importante para reequilibrar órgãos e vísceras;
c) tratamento dos pés, pernas e costas, na posição
de decúbito ventral. Serão introduzidos os conceitos
de Qi, Yin, Yang, das 5 Transformações etc.
SHIATSU II NÍVEL
O tema das 5 Transformações é aprofundado,
com as principais características de cada fase e as respectivas
analogias (cores, estações, momentos da vida, aspectos
psíquicos etc.). As técnicas de tratamento aprendidas
no I nível serão aperfeiçoadas. Dedica-se mais
tempo ao tratamento das parte posterior do corpo, coluna e glúteos.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTÉTICA
E OS TRABALHOS "SÉRIOS"
Falar de estética dentro de uma escola profissional de shiatsu
pode parecer a muitas pessoas descabido, uma vez que o operador
de shiatsu trabalha para ajudar o cliente a alcançar o equilíbrio
energético, a saúde, enquanto a esteticista é
uma profissional que age somente no nível da superfície,
das aparências, do aspecto físico. Nada mais errado.
Uma tal convicção revela sobretudo a nossa difusa
ignorância sobre o cotidiano da profissional da beleza e,
se é o caso que praticamos o shiatsu, um pouco de presunção
com relação à nossa importância.
A minha experiência com as esteticistas me leva a crer que
estas sejam profissionais com algumas consistentes lacunas na formação,
porém ao mesmo tempo altamente motivadas à aprendizagem
de abordagens "novas" ao corpo, as quais poderiam ser
o shiatsu, a ayurveda, a massagem thailandesa, a terapia cranio
sacral etc. A partir do momento em que tocar o corpo é a
profissão delas, têm sempre à disposição
uma grande possibilidade de colocar em prática os novos conhecimentos.
Além disso, investem regularmente em curos de atualização
e isto é de vital importância para consolidar uma posição
no mercado.
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A beleza que se admira a partir dos sinais externos é a
expressão da harmonia do fluxo energético interno,
da boa condição dos órgãos e vísceras,
é expressão de saúde. Os assim chamados inestetismos
como a celulite, a acne, as rugas precoces e tantos outros problemas
que levam principalmente as mulheres aos institutos de beleza, podem
ser compreendidos a partir do ponto de vista da medicina energética
ou da ayurveda, favorecendo uma abordagem que ajude o corpo a encontrar
a sua condição ótima partindo do seu interior.
A velha estética, feita de técnicas que buscavam destruir,
por exemplo, os depósitos de celulite através de manipulações
"violentas", velozes, baseadas no princípio da
quantidade de manobras em vez de considerar a qualidade das mesmas,
parece ter chegado a um ponto de mutação. Nesta ótica
o inestetismo não será mais coberto ou escondido,
mas sim entendido e transformado a partir da raiz.
Buscando refletir a partir de um outro parâmetro, o massagista,
o operador de shiatsu, a esteticista, o fisioterapeuta e outros
profissionais empenhados na cura ou reabilitação do
corpo, trabalham todos no mesmo território, se movem todos
no universo indivisível da totalidade corpo/mente. Ocupam-se,
enfim, da sensibilidade tátil, da leitura atenta das mensagens
que o ser humano comunica. Uma pressão sobre as costas não
será jamais apenas uma pressão nas costas, mas representa
um estímulo que coloca em discussão o delicado e precário
equilíbrio da pessoa; um deslizamento na fronte se repercute
na totalidade do sistema homem, malgrado a nossa ausência
di consciência.
As esteticistas frequentemente temem o aprendizado de uma nova
técnica que provoque "respostas emocionais", como
a explosão de choro, a raiva, a ansiedade. Com frequência
se sentem culpadas por ter provocado uma resposta que, efetivamente,
não têm condições de controlar ou gestir.
Na minha opinião, um cliente escolhe viver uma sua experiência,
respeitando a sua história, a sua vivência. As nossas
mãos lhe dão uma oportunidade de se exprimir, de se
desbloquear, de liberar o rio que, de outra forma ficaria contido
na represa das contrações ou, na expressão
de Wilhelm Reich, da couraça muscular.
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